Zerésima e Boletim de Urna
Dois documentos em papel sustentam a auditabilidade do voto eletrônico brasileiro:
Zerésima
Emitida antes do início da votação, a zerésima imprime o estado inicial da urna: zero votos em todos os candidatos. É a prova de que a urna não começa com votos "pré-carregados".
Boletim de Urna (BU)
Ao encerrar a votação, cada seção imprime o BU com os totais por candidato e o afixa na porta da seção. Qualquer pessoa pode fotografar e conferir depois com o resultado oficial.
Por que funciona
É um protocolo simples de public verifiability:
- Estado inicial público (zerésima)
- Resultado final público (BU afixado)
- Totalização conferível (BU vs. resultado oficial)
Engenharia reversa
O BU é um hash commit feito de papel. Ele "congela" o resultado da seção antes de qualquer transmissão — se o dado transmitido divergir do BU afixado, a fraude seria detectável.
Ponta da Engenharia Reversa
Desmontando mais uma camada: um compromisso público (hash commit) feito de papel.
Desmitificando
Mito comum: "a primeira urna já era um computador complexo". Na prática, era hardware embarcado minimalista — e essa simplicidade foi a decisão mais inteligente do projeto.
Leitura complementar
- Memorial da Urna Eletrônica do TSE/TRE-RS — acervo oficial com modelos UE96 a UE2022
- G1 — série especial "30 anos da urna eletrônica" (2026)
- Lei nº 9.100/1995 — instituição da informatização do voto
- Lei nº 10.740/2003 — fim da impressão do voto pelo eleitor
Fontes
Conteúdo verificado com base em fontes oficiais e jornalismo de referência (TSE, G1, legislação federal). Não utilizamos Wikipédia como fonte.
