UE2020: modernização silenciosa
Usada nas eleições de 2020 e 2022, a UE2020 não chamou tanta atenção quanto a novidade deveria merecer. Ela trouxe mudanças importantes:
O que mudou
- Intérprete de Libras na tela
- Novo layout do gabinete
- Lacres físicos mais resistentes
- Produção em escala nacional por empresa brasileira
Arquitetura de segurança
A urna moderna combina:
- Software assinado digitalmente
- Verificação de assinatura no boot
- Sistema que só executa no hardware oficial
- Criptografia dos dados gravados
Engenharia reversa
A UE2020 é um bom caso de estudo em defesa em profundidade: se um atacante contornar o software, ainda há o lacre físico; se remover o lacre, o software não roda; se clonar o software, ele não valida fora da urna. Camadas independentes, cada uma cobrindo a falha da outra.
Ponta da Engenharia Reversa
Desmontando mais uma camada: defesa em profundidade existe há décadas no hardware eleitoral.
Desmitificando
Mito comum: "urna nova a cada eleição". O ciclo é longo: em quase 30 anos, foram 14 modelos, com atualizações de software a cada pleito.
Leitura complementar
- Memorial da Urna Eletrônica do TSE/TRE-RS — acervo oficial com modelos UE96 a UE2022
- G1 — série especial "30 anos da urna eletrônica" (2026)
- Lei nº 9.100/1995 — instituição da informatização do voto
- Lei nº 10.740/2003 — fim da impressão do voto pelo eleitor
Fontes
Conteúdo verificado com base em fontes oficiais e jornalismo de referência (TSE, G1, legislação federal). Não utilizamos Wikipédia como fonte.
